Senge vai ao MPT contra ação da Copel em obrigado engenheiros a ligarem para clientes

Senge Paraná
24.OUT.2017

O Senge recebeu denúncias de que engenheiros da Copel foram “convocados” para ligarem aos clientes da estatal pedindo adesão à fatura digital. Embora defenda projetos que promovam a redução de gastos, o Senge repudia, no entanto, qualquer ação que promova coação ou cause desconforto aos seus representados.

 

Arte do e-mail interno enviado pela Copel conclamando os trabalhadores à "força tarefa"
Arte do e-mail interno enviado pela Copel conclamando os trabalhadores à “força tarefa”

 

Você é engenheiro da Copel e recebeu e-mail da empresa “convidando” a integrar a “força tarefa” para pedir via telefone que clientes da estatal usem a tarifa digital? Saiba que você não é obrigado a fazer isso caso se sinta constrangido. Essa é a orientação do Senge a todos os seus representados na estatal

A medida da empresa, segundo os profissionais que procuraram o Senge, se dá de forma impositiva. Os engenheiros e demais trabalhadores da estatal que foram “escolhidos” não podem se opor à tarefa. Diante disso, o Senge enviou nesta segunda-feira (23) ofício à empresa questionando a ação e cobrando explicações sobre a “força tarefa”.

Pela arte enviada aos trabalhadores com informes de como proceder nas ligações e com demais orientações, a Copel aponta que a “força tarefa” será composta por dois mil funcionários. No entanto, não há menção dos critérios de escolha.

No documento encaminhado por e-mail à estatal, o Sindicato aponta que há relatos de “coação dos gestores” para que os engenheiros façam a tarefa, que consiste em entrar em contato com até 30 clientes pedindo para eles passem a receber as faturas via digital.

Denúncia do Senge é de que a medida constrange o trabalhador que se vê impedido de recusar, além de promover a descaracterização da função do  engenheiro
Denúncia do Senge é de que a medida constrange o trabalhador que se vê impedido de recusar, além de promover a descaracterização da função do engenheiro

Em ofício, o Senge aponta que a atividade imposta aos engenheiros “não é inerente às atividades” dos profissionais. A entidade também defende que “nenhum profissional pode ser obrigado a realizar atividades distintas daquelas que constam em seu contrato de trabalho” ou ainda que os “coloquem em situação constrangedora, vexatória e/ou que causem desconforto”.

Além do ofício à estatal, o Senge também enviou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entendendo que a medida da Copel fere os direitos dos trabalhadores (na medida em que descaracteriza a função para qual os trabalhadores foram contratados), bem como as normas determinadas pela agência para contato via telefone com os clientes, na medida em que as ligações não são registradas, não geram protocolo e

Se você é engenheiro, recebeu o “convite” da empresa e se sente desconfortável com a proposta da estatal entre em contato com o Senge aqui pelo Whatsapp (caso ainda não tenha, Add o Senge aí – 41-99162-2398). O Senge prima pela sua segurança e sobretudo pelo sigilo de sua identidade.

 

 

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